Fisioterapia – Uma carreira

A fisioterapia está de postura nova. O fisioterapeuta deixou de ser somente um especialista na recuperação de acidentados, portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios para se preocupar com a plena utilização do corpo do paciente. Para isso, lida com os aspectos motores e as questões emocionais e sensoriais que podem estar causando ou agravando o problema. “Meu trabalho com bebês deficientes mentais se limitava a exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, mas percebi que poderia ajudá-los a utilizar mais o seu potencial”, conta Carla Plihaal, da Clínica Morumbi, em São Paulo. “Agora, incentivo cada fase de desenvolvimento, ensinando-os a rolar, a se arrastar, a engatinhar e, por fim, a andar corretamente.”

A preocupação em enxergar o paciente como um todo chegou à profissão com novas técnicas, como a RPG (reeducação postural global), que visa corrigir vícios de postura e evitar lesões da coluna e das articulações. “Atuamos cada vez mais na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida”, diz Amélia Pasqual Marques, coordenadora do curso de fisioterapia da USP, em São Paulo. Hoje, o profissional está presente até no campo da beleza. Com exercícios especiais, ajuda a amenizar marcas de cirurgias plásticas e de lipoaspiração.

O mercado

Essa é uma profissão em alta. Hoje, o fisioterapeuta é visto em empresas preocupadas com a saúde dos funcionários, nas clínicas estéticas e até nos hospitais. “Há poucos anos não existia nenhum profissional desses na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Agora, são mais de sessenta” diz Sérgio José Vetovello, diretor do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de São Paulo. “Nos últimos cinco anos, vários cursos foram criados no país. Isso significa que a concorrência vai aumentar”, adverte Amélia Marques.
Salário médio inicial: R$ 817, 00
Em alta: Todas as especializações

O curso

Você vai conhecer profundamente o funcionamento do organismo, em matérias básicas como anatomia, fisiologia e psicologia. Mas a maior parte do tempo aprenderá as técnicas de fisioterapia: a massoterapia (massagens), a termoterapia (calor e frio) e a cinesioterapia (movimentos). O estágio, em clínica ou hospital, é obrigatório no último ano. Duração média: quatro anos.

(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)

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